O sentido da vida é o sentido que intimamente trazemos como sentido de justiça, é formado por minhas dores muito mais do que prazeres; meus prazeres, se não nascidos da resolução da dor e não passíveis de compartilhamento entre os libertos na obra, são vãos.
Vã glória de minha juventude.
Pois afinal todos fazemos parte de algum exército. Todos intencionamos a filosofia útopica do estado maior. Todos que deixamos de fazer macaquices entendemos o poder do ideal, do exemplo, do foco. Todos já fomos mega hedonistas, já encontramos excessos, já conhecemos o jogo, já nos enganamos com a mente. E o sentido da vida parece nos escapar pelos dedos que foram libertos em 5, a liberdade pitagórica. A liberdade é vã, a autonomia contemporânea é ilusória, os encantos do prazer são infinitos. Todo pensamento é coletivo, toda idéia é um exército. O sentido exterior é emburrecedor, o interior traz grandes riscos.
O sentido da vida é a integração pela arte da resolução da dor. Seja como for, pelo ofício do dom, pela estrada do labor, desde que geneticamente, ao final do dia, consiga-se no íntimo a dignidade de sentir com todo o ser: foi bom.
Work it out. E todo o resto é vaidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário